O “Home” é o último trabalho de estúdio da Anneke no The Gathering, de que havia me esquecido por muito tempo. Hoje o resgatei e me senti extasiada com a quantidade de trechos musicais magistralmente elaborados para despertar suspiros e encantados olhares para o mundo. Hoje, aliás, é o aniversário do meu namorado, e é uma história bonita essa a nossa, um casal meio Capuleto e Montéquio, se levarmos em conta a rivalidade futebolística dos nossos países de origem. Ele tem até mesmo o nome do Inimigo – aquele, o da “mão-de-Deus”. E ontem, enquanto eu o olhava – nesse jeito pós-moderno de olhar – ficava pensando na sorte que é existir alguém cujo simples sorriso nos mata aos poucos, devagar. Assim, elegi o “Home” para escutar hoje, sob o sol, não por acaso.
(04/09/2011)
domingo, 4 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Ruínas de Antônio Carlos
No ônibus, de volta para a casa, Antônio Carlos não poderia imaginar que eu, por trás dos fones de ouvido, escutava Antimatter e desvendava seus pensamentos. Estava tão cansado que tudo o que pôde fazer foi escolher um assento perto da janela e pender a cabeça contra o vidro, entregue. Os solavancos, a curva e a grande velocidade na metade da madrugada não pareciam incomodá-lo, nem afugentavam o sono que pesava sobre suas sobrancelhas. Entretanto, outro peso o impedia de dormir: o dos dias. Sabia que dobrar turno como garçom de uma churrascaria não era vida para ninguém. Dia após dia, entre as mesas dos glutões, que esperavam dele sempre outro corte, mais bem passado ou mais sangrento, mas suculento sempre. O som do teclado, as crianças que interrompiam seu percurso apressado, o barulho dos talheres, dos copos que se quebravam, as risadas, os dedos erguidos que o solicitavam, que se queixavam, que rabiscavam no ar o cheque que ninguém mais assina. E o mais patético era que, apesar de tudo isso, a esposa se queixava: não da demora, não da falta de tempo para a família, mas da hierarquia. Porque o que pouca gente sabe é que, entre os garçons dos rodízios, há uma organização muito clara das funções. Ninguém queria servir coração de galinha, aquele amargor miserável, nem trazer as guarnições. O sonho de todo garçom de churrascaria é chegar à picanha, à gordurinha tentadora por que param de bater tantos corações. E já fazia quase dez anos que Antônio Carlos trabalhava naquele restaurante. Passara pela asa de frango, a linguiça, o lombo, a maminha e agora chegara ao cupim. Mas faltava à sua vida o glamour da picanha, que representava também um acréscimo percentual no salário. Antônio Carlos sabia, entretanto, que a picanha era metafórica. Talvez não usasse essa palavra, mas conhecia bem o seu sentido. Enquanto atravessava a Avenida em obras, pouco se importando com os pedreiros em seus natalinos uniformes, as casas demolidas, os novos viadutos já pichados, e toda aquela terra, os tratores e grandes caminhões trabalhando, barulhentos, entre a Abrahão Caram e a Noraldino Lima, Antônio Carlos sabia muito bem que a vida não é um rodízio democrático, em que se escolhem os cortes de carne mais apetitosos. São as carnes que escolhem os dentes, os garçons e os estômagos.
(31 de agosto de 2011.)
(31 de agosto de 2011.)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Agosto
Agosto é o mês do meu aniversário. E, apesar das piadinhas rimadas com esse mês, teoricamente o do desgosto, sempre tive orgulho de ter nascido no fim do inverno, quando os ipês florescem e salpicam de amarelo a paisagem insossa do cerrado. Junto a isso o fato de ter desejado ser budista algum tempo atrás. E um dos preceitos que eu mais admirava nessa religião oriental era o da contemplação. Porque isso eu achava que fazia bem. Achava, porque, nas minhas andanças, passei alguns dias em Córdoba, na Argentina. E fiquei admirada com a habilidade dos “cordobeses” (?) de, com aquele jeito engraçado de falar que eles têm, simplesmente parar no tempo. Em torno do ritual do mate, os grupos se reúnem, as famílias, os casais, e ficam nas praças, nos parques, sentados na grama, compartilhando o mate ao cair da tarde, conversando, desfrutando do frio, que, àqueles dias, era bonito sem ser dolorido. É verdade que a adoração pelo mate não é exclusividade daquele lugar – no Uruguai, as pessoas são tão fanáticas, que tomam mate andando de bicicleta! –, mas foi ali que eu presenciei essa situação de rara calmaria. E eu fiquei contemplando: a tranquilidade, o dia, os parques, os cães e as crianças, assim, inspirando e expirando, como se pudesse parar o tempo e estar eternamente naquele banco de cimento, entre as árvores, em companhia das melhores carícias. Depois, na semana passada, senti algo parecido em Natal: quando a lancha parou em alto mar, e em volta havia o céu em seu azul mais absurdo, e os golfinhos que surgiam sem dizer nada, eu abandonei a câmera e desisti de tentar fotografar o instante. Fiquei em silêncio, sentindo o movimento das ondas, levemente sob a embarcação. Perguntaram se eu estava passando mal e eu disse: “não, estou só contemplando.” Ainda assim, admiro mais as pessoas de Córboda, que se dão tempo no espaço da própria cidade. Engano bobo pensar que a gente precisa gastar fortunas com viagens ao litoral para desfrutar das estações e dos dias que passam. Voltando para casa, no caminho desde o aeroporto, pela janela: os ipês de agosto salpicavam de amarelo a paisagem insossa do cerrado.
23 de agosto de 11.
23 de agosto de 11.
domingo, 14 de agosto de 2011
Homenagem
Texto bonito de um grande amigo: http://oalbergue.blogspot.com/2011/07/balanco-ensaio-sobre-um-motivo.html
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Olê, olê, olê, olê, olê, olê, olá… Olê, olê, olê, cada día te quiero más…
Uns dias antes de viajar, eu acordava no meio da noite e pensava: “por que é que eu falei que eu ia?”, puxava o edredom sobre a cabeça e me sentia ainda mais invejavelmente confortável – invejável para mim mesma, que já projetava dias de frio intenso num futuro próximo. Mas que bom que eu vim. Ainda faltam, felizmente, alguns felizes dias para que esta viagem de quase um mês chegue ao seu final. Contudo, há acontecimentos que já a colocam entre as primeiras no ranking de melhores viagens de todos os tempos, quiçá da humanidade! Porque há, pelo caminho, sempre dissabores, muitas vezes corporificados em seres humanos, que impedem a perfeição das coisas. Ao mesmo tempo, porém, frequentemente são os mesmos seres humanos que enfeitam certos momentos ou que solucionam certas ameaças de desastre. Tudo muito ao acaso, que é um dos maiores prazeres de viajar: tropeçar na circunstância seguinte. Desta vez, por exemplo, houve a encantadora coincidência de estar em Montevidéu justamente no dia da conquista da Copa América pelo Uruguai. Foi delicioso asistir à partida com os uruguaios, gritar “¡Uruguai, no más!” e sair caminhando junto à multidão pela La Rambla, com um litro de “Patrícia” na mão, até o fatídico estádio Centenário, esperar pela chegada dos jogadores vitoriosos. Ventava tanto e fazia tanto, tanto frio, que a gente torcia para que alguém tivesse a brilhante ideia de começar uma ola, só para se movimentar um pouquinho. Foram mais de quatro horas de espera, em que eu simplesmente não acreditava na minha sorte, no precioso fato de estar ali, exatamente ali, exatamente naquele dia. Indescritível a minha tristeza quando, às duas da manhã, o grupo com que eu estava resolveu desistir e ir para casa, pobres mortais que teriam que trabalhar na manhã seguinte. Eu ainda cogitei ficar por lá sozinha, mas o instinto de sobrevivência falou mais alto. Os jogadores chegaram só duas horas depois, e isso nós ouvimos pelo rádio do carro de uma moça de coração bom que nos buscara na rodoviária, onde dormíamos, depois de andar por quase uma hora, já que a cidade era o puro caos naquela madrugada gelada, quando não havia táxi ou ônibus para voltar para casa. Haveria ainda muita aventura pela frente, é claro, encontros inacreditáveis e um presente que eu me dei e que guardei em segredo, com um medo enormemente justificado de que não se concretizasse: eu fui a Buenos Aires só e somente para ver o show do Anathema. Os detalhes eu contarei repetidas vezes nos próximos dias, mas vale adiantar que, chegando ao teatro às duas da tarde, conheci um grupo de roqueiros adoráveis, que me avisaram da iminente chegada da Anneke, que abriría o show dos ingleses, e com quem tive novamente a oportunidade de conversar e tirar fotos. A Anneke, vocês sabem, faz com que a gente queira ser uma pessoa melhor. Depois houve uma tarde inteira na fila, um telefonema emocionado de quem não acredita que a felicidade possa ser tão real, e a desastrosa descoberta de que eu só conseguiria assistir ao concerto se atravessasse metade da cidade atrás do bilhete, que eu havia comprado pela internet, mas que não resgataria na bilheteria onde estava. Sabe como é: eu não tenho livre arbitrio, a vida é que sempre escolhe por mim a modalidade “com emoção”, que é, de fato, a mais emocionante. Bem, mas deu certo, outra pessoa de bom coração e minutos contados no relógio do táxi depois, lá estava eu, na primeira, primeiríssima fila, em uma plateia que parecia uma torcida organizada, assistindo ao Anathema, ao Anathema… banda que quase havia visto no Brasil um par de vezes, que me arremessa a uma série de memórias, de paisagens, de pessoas e trajetos. Foi lindo: estar tão perto do palco que o guitarrista me sorria, talvez admirado com o tamanho da minha alegría. Ao final do concerto, eu estava “re feliz” e sentia pena dos dias que se seguiriam àquele… pobres dias, pensava eu, que nunca seriam tão bonitos. Mas – que sorte, ¡mirá vos! – eu estava enganada. (03/08/2011)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
The boy done wrong again
Tenho um piano. Grande, marrom, como um elefante. Foi fabricado em 1810 e devo conseguir um bom dinheiro por ele se algum dia tentar vendê-lo a um antiquário – ou o antiquário o conseguirá, depois de inventar uma boa história sobre seu país de origem e seu primeiro dono. Enfim, tenho um piano, mas ele está a quilômetros de distância de mim, na casa onde passei minha infância e onde, durante a adolescência, arrisquei algumas Invenções de Bach e uma sonata de Mozart – aquela em Dó Maior. Há anos não toco sequer uma escala com as duas mãos. A vida vai se afunilando e, um belo dia, somos especialistas em especialidades especialíssimas nas quais apenas outros especialistas especiais e específicos estão interessados. E fica no álbum fotográfico o arco-íris que a gente chegou a ser um dia.
Mesmo assim, tenho ciúmes do meu piano. Sempre que o visito (por tabela), tiro o pó da madeira, das teclas e dos porta-retratos que minha mãe colocou sobre ele. E digo aos meus priminhos curiosos que o piano está trancado, embora nunca tenha tido uma chave. As pequenas e delicadas mãos deles se transformam em dolorosos martelos quando tocam meu piano. E os convenço a procurarem peixinhos no aquário vazio da sala de jantar. Um dia nós tivemos lindos peixes, diversos, de várias cores e com nomes de pessoas famosas. Hoje o aquário vive a saudade de seus velhos tempos, enquanto serve de suporte para begônias e violetas.
O piano, então, ficou mudo. Se ninguém o toca, ele nada fala, nada canta, nada declama. O piano enfeita a sala de visitas, com a imponência de quem pertenceu a Napoleão Bonaparte, e o silêncio de quem perdeu, por causa do imenso funil das especializações, as mãos brancas que o acarinhavam, assim, sem jeito.
Mudas também ficariam as folhas, se o vento não as movimentasse. E a cascas de semente de sibipiruna, se não pisássemos nelas para ouvir sua voz onomatopaica, no meio do outono. E os livros, se os mantivéssemos fechados. Madame Bovary ainda estaria viva, mas Werther nunca me teria feito chorar.
Meu piano é uma caixa de madeira que guarda as mais belas canções. E nunca irei ouvi-las dele se não atravessar os tantos quilômetros que nos separam e desamassar as partituras certas. Assim também são as pessoas. Algumas delas seriam as melhores convidadas para as festas das quais não foram avisadas. As melhores mães, cujos ventres não foram fecundados. Os melhores escritores que ainda assinam o nome com a impressão digital borrada do polegar. Os melhores amantes que não receberam o telefonema no dia esperado. Porque às vezes há, do lado de dentro, tanta cor e tantas fragrâncias à espera apenas de um olhar mais corajoso, dos dedos certos no teclado, uma seqüência adequada de números, notas organizadas com cuidado em um par de versos brancos.
Vezes em que somos como meu piano: esperando que arranquem de nós a canção mais triste para que possamos assim nos sentir um pouco menos miseráveis, desperdiçados, mudos.
PS.: ESTE RELATO É DE QUASE CINCO ANOS ATRÁS, MAS, DIA DESSES, MOSTREI A UM AMIGO QUERIDO, QUE ME INCENTIVOU A GOSTAR DESSE TEXTO DE NOVO... http://oalbergue.blogspot.com/
Mesmo assim, tenho ciúmes do meu piano. Sempre que o visito (por tabela), tiro o pó da madeira, das teclas e dos porta-retratos que minha mãe colocou sobre ele. E digo aos meus priminhos curiosos que o piano está trancado, embora nunca tenha tido uma chave. As pequenas e delicadas mãos deles se transformam em dolorosos martelos quando tocam meu piano. E os convenço a procurarem peixinhos no aquário vazio da sala de jantar. Um dia nós tivemos lindos peixes, diversos, de várias cores e com nomes de pessoas famosas. Hoje o aquário vive a saudade de seus velhos tempos, enquanto serve de suporte para begônias e violetas.
O piano, então, ficou mudo. Se ninguém o toca, ele nada fala, nada canta, nada declama. O piano enfeita a sala de visitas, com a imponência de quem pertenceu a Napoleão Bonaparte, e o silêncio de quem perdeu, por causa do imenso funil das especializações, as mãos brancas que o acarinhavam, assim, sem jeito.
Mudas também ficariam as folhas, se o vento não as movimentasse. E a cascas de semente de sibipiruna, se não pisássemos nelas para ouvir sua voz onomatopaica, no meio do outono. E os livros, se os mantivéssemos fechados. Madame Bovary ainda estaria viva, mas Werther nunca me teria feito chorar.
Meu piano é uma caixa de madeira que guarda as mais belas canções. E nunca irei ouvi-las dele se não atravessar os tantos quilômetros que nos separam e desamassar as partituras certas. Assim também são as pessoas. Algumas delas seriam as melhores convidadas para as festas das quais não foram avisadas. As melhores mães, cujos ventres não foram fecundados. Os melhores escritores que ainda assinam o nome com a impressão digital borrada do polegar. Os melhores amantes que não receberam o telefonema no dia esperado. Porque às vezes há, do lado de dentro, tanta cor e tantas fragrâncias à espera apenas de um olhar mais corajoso, dos dedos certos no teclado, uma seqüência adequada de números, notas organizadas com cuidado em um par de versos brancos.
Vezes em que somos como meu piano: esperando que arranquem de nós a canção mais triste para que possamos assim nos sentir um pouco menos miseráveis, desperdiçados, mudos.
PS.: ESTE RELATO É DE QUASE CINCO ANOS ATRÁS, MAS, DIA DESSES, MOSTREI A UM AMIGO QUERIDO, QUE ME INCENTIVOU A GOSTAR DESSE TEXTO DE NOVO... http://oalbergue.blogspot.com/
terça-feira, 5 de julho de 2011
Melhor deixar para envelhecer mais tarde...
Quando assisti a “Alta Fidelidade”, fiquei com mania de listas. E lembro que, naquela época, na lista de “melhores profissões do mundo”, escrevi: vocalista do The Gathering. Na verdade, eu queria era ser a Anneke van Giesberg, mas, como isso não era profissão... Pois bem: algum tempo depois, meu irmão me recebeu em casa com o seguinte comentário: “Lembra daquela sua lista de profissões? Você terá a chance de realizar o seu sonho.” Era um eufemismo bem-humorado para me dizer que a minha querida, adorada vocalista deixaria a minha querida, adorada banda favorita. Já escrevi sobre isso antes, e não há razão para me estender sobre o assunto agora. O que acontece de novo nesse cenário é que, nesse final de semana, fomos a São Paulo, assistir, pela primeira vez no Brasil, à apresentação do The Gathering com os novos vocais: Silje Wergeland. Mas, antes: São Paulo, que vale por si só, pelo cinza, pela Avenida Paulista, pelo MASP com uma vídeo-exposição belíssima de Yann Arthus-Bertrand, além do acervo “Romantismo”, que é mesmo apaixonante. E, antes ainda, meu irmão, que também vale por si só, espécime raro de inteligência e bom gosto. A gente se perde de tal maneira nas nossas conversas que, apesar de termos chegado com uma hora de antecedência à rodoviária na noite de sábado, só não perdemos o ônibus, que partia apressado às 23h45 em ponto, porque eu corri e gritei, fazendo com que alguém o parasse. Tudo isso porque nós estávamos comentando um filme de Walter Salles... Bem, mas vamos ao show, que é o tema deste post. Foi bonito, viu? Uma casa de eventos pequena, duas centenas de pessoas, talvez, e muita devoção. Foi tocante a maneira como tanto o grupo holandês quanto o público brasileiro pareceram acolher a nova vocalista, que carrega o peso gigantesco de substituir uma vocalista, que é simplesmente o símbolo vivo do carisma. Ainda não deu para entender o que a moça espera, com o cabelo e as roupas idênticas à de Anneke no DVD “A sound relief”. Os trejeitos, os movimentos, também, em muitos momentos, remetiam à antiga cantora. Porém, mais delicada, com a voz mais suave e sua beleza particular, a moça bem que poderia deixar de vez a tentativa de ser o “cover” que sempre soa a frustração. Porque, quando consegue se desamarrar das imitações, Silje mostra que tem talento e luz própria. O show, com duas canções inéditas, três do último álbum – “The West Pole” e uma porção das antigas e mais pesadas do grupo – como “Eleanor” e “Shot to pieces” – agradou à maioria e terminou com a inacreditavelmente bela “Travel”, que, ao vivo, é mesmo de chorar. Bem, terminou, terminou não. Porque, aparentemente, a saída de Anneke fez com a banda se motivasse a ser mais extrovertida e se rendesse às atenções do público após o concerto. Muito marmanjo saiu de lá encantado com a baixista, Marjorlein Bastin, que desceu do palco para tirar fotos, distribuir autógrafos e até discutir a qualidade da cerveja brasileira com os fãs. Eu me fantasiei, sem o menor pudor, de tiete, e consegui o autógrafo de todos – todos! – os integrantes da banda, além de várias fotos, alguma conversa fiada e a palheta, que o guitarrista, René Rutten, entregou diretamente na minha mão. Ele, muito simpático, mostrou-se lisonjeado ao saber que havíamos passado quase dez horas viajando de ônibus, madrugada gelada afora, só para vê-los – e, pior, que não era a primeira vez que fazíamos isso. E precisa dizer que eu faria tudo de novo amanhã mesmo se fosse possível?!
(05 de julho de 2011)
(05 de julho de 2011)
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